terça-feira, 6 de outubro de 2026

Mad Men - Primeira Temporada

Título no Brasil: Mad Men
Título Original: Mad Men
Ano de Lançamento: 2007
País: Estados Unidos
Estúdio: AMC / Lionsgate Television
Direção: Alan Taylor, Tim Hunter, Paul Feig, Andrew Bernstein, Ed Bianchi e outros
Roteiro: Matthew Weiner, Lisa Albert
Elenco: Jon Hamm, Elisabeth Moss, John Slattery, January Jones, Vincent Kartheiser, Christina Hendricks, Robert Morse, Aaron Staton, Rich Sommer, Michael Gladis e Bryan Batt.

Sinopse: 
Em 1960, Don Draper é um dos principais executivos de criação da Sterling Cooper, uma importante agência de publicidade localizada na Madison Avenue, em Nova York. Don é admirado por sua capacidade de criar campanhas publicitárias e por sua habilidade de convencer clientes, mas mantém diversos segredos sobre sua vida pessoal. No trabalho, ele convive com Roger Sterling, seu chefe e sócio da agência, com o ambicioso jovem Pete Campbell e com a eficiente secretária Joan Holloway. Ao mesmo tempo, Peggy Olson começa a trabalhar na agência como secretária e gradualmente descobre que possui talento para a área de criação. A vida profissional de Don é acompanhada pelos problemas de seu casamento com Betty Draper e pelas mudanças sociais que começam a transformar a sociedade americana. Ao longo dos 13 episódios, a série apresenta campanhas publicitárias inspiradas em acontecimentos e produtos da época, enquanto acompanha as relações pessoais e profissionais dos funcionários da Sterling Cooper. Entre cigarros, bebidas, reuniões e disputas por clientes, os personagens constroem suas carreiras enquanto tentam esconder as contradições de suas próprias vidas.

Comentários: 
A primeira temporada de Mad Men apresentou uma das produções mais sofisticadas da televisão americana de sua época. Criada por Matthew Weiner, a série utiliza o ambiente da publicidade para retratar uma sociedade que está passando por profundas mudanças no início dos anos 1960. A produção não se concentra apenas nas campanhas criadas pelos personagens, mas utiliza o cotidiano da Sterling Cooper para abordar casamento, relações de trabalho, ambição, sexo, consumo e as diferenças entre homens e mulheres. Jon Hamm estabeleceu Don Draper como um dos personagens mais marcantes da televisão contemporânea, combinando segurança profissional, charme e uma profunda insegurança pessoal. Elisabeth Moss também ganhou grande destaque como Peggy Olson, cuja trajetória começa modestamente e apresenta algumas das transformações mais importantes da temporada. Christina Hendricks, John Slattery e Vincent Kartheiser completam um elenco que rapidamente se tornou um dos grandes pontos fortes da série. A primeira temporada teve 13 episódios e foi exibida pela AMC entre 19 de julho e 18 de outubro de 2007.

A recepção crítica foi muito positiva e ajudou a transformar Mad Men em um dos grandes sucessos da televisão de prestígio. A primeira temporada possui atualmente 86% de aprovação no Rotten Tomatoes, com o consenso destacando sua atmosfera dos anos 1960, sua inteligência e a maneira como examina o ambiente de trabalho americano. No Metacritic, a temporada recebeu 77 pontos em 100, classificação considerada “geralmente favorável”. A série também começou a receber reconhecimento importante em premiações, estabelecendo as bases para uma trajetória que posteriormente incluiria quatro Emmy consecutivos de Melhor Série Dramática entre 2008 e 2011. O grande mérito da primeira temporada está na maneira como transforma histórias aparentemente cotidianas em observações sobre uma sociedade em transformação. A publicidade funciona como uma metáfora para os próprios personagens: todos vendem uma imagem de si mesmos enquanto escondem aquilo que realmente são. Esse contraste entre aparência e realidade se tornou uma das principais características de Mad Men e ajudou a estabelecer a produção como uma das séries mais importantes da televisão americana.

Erick Steve. 

Mad Men

Mad Men
Compilo agora todos os textos sobre a série Mad Man que foram publicados no site. Segue texto compilado: Se você está cansado da mediocridade da TV aberta uma boa opção é procurar conhecer seriados e séries de canais mais alternativos. Geralmente nessas emissoras a pressão sobre o produto final é bem menor o que garante muitas vezes uma maior integridade do roteiro originalmente escrito. Um exemplo é a série Mad Men do canal pago AMC dos Estados Unidos. Longe de ser considerada uma das maiorais dentro do circuito de TV a cabo americano esse canal resolveu investir em produções ousadas e de bom gosto, coisa bem rara nos dias atuais onde impera a vulgaridade e a apelação para se conquistar a audiência a todo custo.

Conheci Mad Men justamente quando procurava algo diferente para assistir. Logicamente quando comecei a acompanhar a série ela era uma notória desconhecida do grande público, com poucos fãs, audiência e publicidade limitadas. Mad Men era basicamente um seriado cult para um público bem específico. E que público era esse? Basicamente admiradores de programas com mais conteúdo, que tivessem argumentos interessantes e instigantes. Mad Men, para quem ainda não sabe, retrata a vida de um grupo de publicitários americanos no começo da década de 1960. Embora traga um roteiro onde todo o elenco se destaca, a trama gira mais em torno de Don Draper, um típico cidadão americano, com uma bela esposa, uma casa, um carro do ano e filhos perfeitos e maravilhosos, ou seja, o próprio retrato do American Way of Life. Isso pelo menos em fachada pois ao longo dos episódios vamos descobrindo que nem tudo é o que parece ser e o bem sucedido publicitário tem um passado nebuloso e envolto em mistério.

Hoje em sua terceira temporada Mad Men perdeu muito do charme cult de sua estreia. O programa foi glorificado pela crítica americana (muito merecidamente é bom frisar) e acabou caindo no gosto popular nos Estados Unidos, vencendo inclusive vários prêmios importantes como o Globo de Ouro. Essa mudança de enfoque tem um lado bom e um ruim. O lado bom é que o trabalho de todos os envolvidos finalmente foi justamente reconhecido. O lado ruim dessa popularização é que agora com os holofotes em cima de si, Mad Men pode sofrer das mesmas pressões que costumam destruir boas ideias, principalmente no mundo da TV. Torço para que isso definitivamente não aconteça. Como admirador de bons seriados espero que o programa sobreviva ao seu próprio sucesso e que continue a surpreender aqueles que o assistem. Quer um bom conselho? Desliga o BBB e vá assistir Mad Men! (texto escrito em 2009).

Pablo Aluísio.