domingo, 1 de novembro de 2026

CHiPs

Título no Brasil:  CHiPs - Patrulha Motorizada
Título Original: CHiPs
Ano de Lançamento: 1977 – 1983
País: Estados Unidos
Estúdio: NBC Productions / MGM Television
Criador: Rick Rosner
Direção: Vários (incluindo John Florea, Phil Bondelli, entre outros)
Roteiro: Rick Rosner e equipe
Elenco: Erik Estrada, Larry Wilcox, Robert Pine, Paul Linke, Michael Dorn, Bruce Penhall

Sinopse:
A série acompanha o dia a dia de dois policiais da Patrulha Rodoviária da Califórnia, Jon Baker e Frank Poncherello, que patrulham as estradas de Los Angeles enfrentando crimes, acidentes e diversas situações de risco, sempre com coragem, parceria e senso de justiça. CHiPs é um retrato clássico das séries policiais dos anos 70, combinando ação, carisma e uma abordagem leve que a tornou extremamente popular. Seu sucesso duradouro deve-se principalmente à química entre os protagonistas e à forma envolvente como retrata o trabalho policial.

Comentários: 
A série CHiPs foi um dos grandes sucessos da televisão norte-americana no final da década de 1970, estreando em 1977 e rapidamente conquistando uma audiência fiel. Criada por Rick Rosner, a produção acompanhava o cotidiano de dois policiais motociclistas da Patrulha Rodoviária da Califórnia, oferecendo ao público uma combinação envolvente de ação, drama e momentos leves de humor. Ambientada nas movimentadas rodovias de Los Angeles, a série explorava não apenas perseguições e acidentes, mas também situações humanas, mostrando o lado pessoal dos agentes. O carisma dos protagonistas foi um dos fatores essenciais para o sucesso do programa, especialmente pela química entre os personagens principais. Além disso, a série refletia um período específico da televisão, em que produções policiais buscavam equilibrar entretenimento com mensagens positivas sobre responsabilidade e cidadania. A trilha sonora vibrante, os cenários ensolarados e o uso constante de motocicletas davam um ritmo dinâmico e marcante à narrativa. Outro ponto importante era a forma como a série apresentava o trabalho policial de maneira acessível ao público, sem exagerar na violência. Isso ajudou a torná-la adequada para toda a família, algo muito valorizado na época. Com episódios autônomos, o espectador podia acompanhar a série sem necessariamente seguir uma ordem rígida, o que facilitava sua popularidade na televisão aberta. Dessa forma, CHiPs consolidou-se como um ícone cultural dos anos 70 e início dos anos 80.

O foco principal da série estava na dupla formada por Jon Baker e Frank “Ponch” Poncherello, personagens que representavam personalidades distintas, mas complementares. Enquanto Jon era mais sério, disciplinado e responsável, Ponch trazia um lado mais descontraído, impulsivo e carismático, criando um equilíbrio que agradava o público. Ao longo das temporadas, a série abordou diversos temas sociais, como segurança no trânsito, uso de drogas, alcoolismo e até questões familiares, sempre com uma abordagem educativa, porém leve. As cenas de ação eram um dos pontos altos, especialmente as perseguições de moto, que se tornaram uma marca registrada do programa. Além disso, a série contava com um elenco de apoio sólido, incluindo superiores e colegas de trabalho que enriqueciam as histórias. A produção também se destacava pelo uso de locações reais, o que conferia autenticidade às cenas e aproximava o espectador do cotidiano retratado. Com o passar dos anos, algumas mudanças no elenco ocorreram, mas a essência da série permaneceu intacta. Mesmo após seu encerramento em 1983, CHiPs continuou sendo reprisada em diversos países, mantendo sua relevância e conquistando novas gerações. Seu impacto foi tão duradouro que inspirou outras produções policiais e até uma adaptação cinematográfica décadas depois. Assim, a série permanece como um exemplo clássico de entretenimento televisivo eficiente e cativante.

Erick Steve. 

Barrados no Baile

A série jovem mais popular e bem sucedida dos anos 90 foi sem dúvida "Beverly Hills, 90210", que aliás ganhou um título nacional cafona e fora de moda, já naqueles tempos, baseado numa música do Eduardo Dusek. Campeão de audiência nos Estados Unidos (e também no Brasil) esse foi um típico caso de série que acabou sendo vítima de seu próprio sucesso. O elenco de atores jovens pulou do anonimato completo para a fama praticamente da noite para o dia. Isso causou muitos problemas. Algumas das atrizes como Shannen Doherty começaram a causar rivalidades e brigas dentro do elenco, com crises de estrelismos e isso era tudo o que o veterano produtor Aaron Spelling não queria naquela altura de sua vida. Passou a demitir os que causavam brigas demais.

Mesmo com tantos atritos de bastidores a série conseguiu ter uma longa vida no ar. No total foram dez anos de exibição, quase 300 episódios divididos em 10 temporadas exibidas entre os anos de 1990 a 2000. O interessante é que no final, como era de se esperar, não havia mais histórias para contar, tudo já havia se esgotado e os atores que começaram como adolescentes já tinham se tornado adultos. O mais velho da turma, o "James Dean"  Luke Perry que começou a série com um vistoso topete ficou careca e aí não dava mesmo para continuar. Ainda assim, mesmo virando uma paródia de si mesmo, no final das contas o saldo foi positivo. Foi uma boa série juvenil, que inclusive gerou outras que tentavam seguir seus passos, mas sem alcançar o mesmo sucesso.

Barrados no Baile (Beverly Hills, 90210, Estados Unidos, 1990 - 2000) Direção: Daniel Attias, Chip Chalmer, entre outros / Roteiro: Darren Star, entre outros / Elenco: Jason Priestley, Shannen Doherty, Luke Perry, Jennie Garth, Ian Ziering, Brian Austin Green, Tori Spelling, Tiffani Thiessen / Sinopse: Dois irmãos que cresceram em um estado americano do frio norte do país se mudam para a ensolarada Califórnia, onde passam a conviver com uma nova turma de amigos da escola.

Pablo Aluísio.

A Gata e o Rato

Título no Brasil: A Gata e o Rato
Título Original: Moonlighting
Ano de Produção: 1985 - 1989
País: Estados Unidos
Estúdio: ABC Circle Films
Direção: Allan Arkush, Peter Werner
Roteiro: Glenn Gordon Caron, Roger Director
Elenco: Cybill Shepherd, Bruce Willis, Allyce Beasley, Curtis Armstrong, Kristine Kauffman, Jonathan Ames

Sinopse:
A série "Moonlighting" contava a história de dois investigadores privados, Maddie Hayes (Cybill Shepher) e  David Addison Jr (Bruce Willis). Juntos eles investigam os mais interessantes e misteriosos casos. Série premiada seis vezes no Primetime Emmy Awards.

Comentários:
Essa foi uma das séries que mais curti nos anos 80. Se a minha memória não está falhando nesse momento, acredito que era exibida nas noites de terça-feira na Rede Globo. Isso em um tempo em que essa emissora exibia com regularidade diversas séries americanas em sua programação. Foi a primeira vez que conheci Bruce Willis. Naquele momento ele não era famoso e nem um astro do cinema. Essa transição só ocorreria algum tempo depois e seria justamente o motivo da série ser cancelada após cinco bem sucedidas temporadas. Como Bruce fez sucesso nos cinemas ele decidiu que não iria mais renovar seu contrato com a ABC. Cybill Shepherd também era um dos bons motivos para assistir a série. Ela era a alma dos episódios. Seu caminho curiosamente foi o extremo oposto de Bruce, afinal ela já tinha uma carreira no cinema quando decidiu ir para a TV. Enfim, mesmo com alguns episódios até bem bobinhos, "A Gata e o Rato" marcou época na TV, tanto nos Estados Unidos como aqui no Brasil.

Pablo Aluísio.